26-Jun-2009

sem título

Everything faded into mist. The past was erased, the erasure was forgotten, the lie became truth. Just once in his life he had possessed - after the event: that was what counted - concrete, unmistakable evidence of an act of falsification. He had held it between his fingers for as long as thirty seconds. In 1973, it must have been - at any rate, it was at about the time he and Katharine had parted.

George Orwell, 1984


Isto dá um belo exercicio de "e se?".

21-Jun-2009

Separados à nascença?

Onde se enquadra politicamente o MMS? À esquerda, à direita ou ao centro?

Para o MMS esta concepção ideológica já não se aplica numa sociedade contemporânea contudo teve o seu papel na História mas está ultrapassada.

O MMS NÃO SE REVÊ NESSA LATERALIDADE.

Essa fragmentação não é saudável ao desenvolvimento social e económico de Portugal.

(...)

O único lado a que aceitamos pertencer é ao lado da frente.

O MMS É UM PARTIDO POLÍTICO DA FRENTE


@ http://www.mudarportugal.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=49

2. QUAL A POSIÇÃO DO PNR NO ESPECTRO POLÍTICO PORTUGUÊS?

O PNR é o único partido político português que se afirma nacionalista.

Quer isto dizer que é o único partido que defende os interesses nacionais acima dos interesses sectários, e para o qual cada Nação, enquanto Nação, constitui um valor supremo.

O PNR não é de direita nem de esquerda, antes situa-se acima dessas dicotomias parciais e divisionistas.

Nem esquerdas, nem direitas: os Portugueses primeiro.


@ http://www.forumnacional.net/showthread.php?t=690

Então, afinal de contas, o MMS e o PNR enquadram-se no mesmo quadro político: nos desenquadrados das "dictomias parciais e divisionistas" e das "fragmentações" e "concepções ideológicas". Isto há coisas.

O que ambos se esquecem é que uma pessoa não se diz "de esquerda ou direita" e depois é que vai definir de acordo com esta decisão. Primeiro define-se, e depois vê se é "de esquerda ou direita".

13-Jun-2009

JUSTIÇA PARA O BOAVISTA

...

e, se não for muito incomodo, um pouco de Justiça no resto do país seria uma coisa engraçada.
Mas se não custar muito.

12-Jun-2009

Peter Schiff @ The Daily Show, 9/06/2009

http://www.thedailyshow.com/video/index.jhtml?videoId=230058&title=peter-schiff

Vale imensamente a pena ver este senhor a falar

08-Jun-2009

Europeias 2009

Há hora que começo a escrever este post - oo:15 do dia 8 de Junho de 2009 - já se adivinha (ou conhece) o desfecho das eleições para o Parlamento Europeu (PE). A tendência europeia foi para os "partidos alternativos", com os partidos pertencentes à aliança GREENS/EFA a registarem uma subida dos 5,5 para os 7,3% e os partidos sem filiação em alianças a aumentarem de 3,8 para 12%, passando a ser 3ª maior "aliança" (sem o ser literalmente) do PE. A abstenção rondou os 56%

Em Portugal, a bipolarização partidária já viu melhores dias, com PSD e PS a somarem cerca de 60% dos votos. Note-se o crescimento do BE e CDU (a obterem um resultado muito semelhante - 10,73% para o BE e 10,66% para a CDU). O CDS alcança cerca de 8% dos votos, ficando os restantes 11% distribuidos pelos restantes partidos/movimentos/coligações (sendo o primeiro o MEP e o último o POUS). Há ainda mais um ou outro dado a referir: 66,95% de abstenção em Portugal, 4,63% de votos em branco e 2% de votos nulos. Isto num universo de 9601744, dos quais votaram 3557240 (37,05%).

Gostaria neste post de me focar essencialmente no caso Português e fazer uma análise daquilo que se passou e das conclusões que podemos tirar daqui.

Em primeiro lugar, há que olhar para a (pré-)campanha eleitoral. E é aqui que pode estar muita coisa explicada.
À vista desarmada, um cidadão normal podia crer que estávamos em campanha para as eleições legislativas, tais eram os temas aboradados pelos diferentes partidos. É perfeitamente possível dizer que esta campanha foi uma pré-campanha para as legislativas e autarquicas de Setembro. Era raro o momento em que o tema escolhido era referente à Europa: BPN, crise, ataque ao governo PS, crise e crise. Dos temas "verdadeiramente europeus", quase nada se ouviu. Pouco ficou exclarecido relativamente à linha de acção europeia de cada candidato e/ou partido - provavelmente, porque nem eles sabiam, visto que não é por eles que passam estas decisões, mas sim pelas alianças em que cada um dos partidos se integram. Verdade seja dita, o partido que melhor expôs a sua linha de acção para o PE acabou por ser o PNR.
Resumindo: lastimável.

Em segundo lugar, a parte mais importante. Os resultados.
A verdade é que a força política com maior expressão em Portugal não constituiu nenhuma surpresa para ninguém. Toda a gente - candidatos, imprensa, público em geral e até o Presidente da República - sabia, ninguém tinha dúvidas: a grandiosa abstenção ganhou de modo expressivo, com mais de dois terços da população portuguesa a optar pela candidatura que lhe parece mais segura: o sofá da sala de estar.
Depois, há que destacar o crescimento de outra opção que cresceu bastante (duplicou desde as últimas eleições europeias) que é a dos votos em branco, que conseguiu quase 5% dos votos, que, a juntar com os 2% dos nulos, já vamos em 7%. Contas feitas, e temos que cerca de 70% da população portuguesa em condições de votar ou não quer saber das eleições ou não se revê em nenhum partido - os 70% foram conseguidos através da soma do peso dos abstencionistas com o peso dos brancos/nulos no eleitorado total. Portanto, 7 em cada 10 recenseados simplesmente não quis saber da sua representação no PE.
E, a que se deve isto? Bem, não esteve bom tempo, portanto a desculpa da "praia e afins" não me parece muito plausível aqui. Na verdade, a culpa aqui parece-me derivada de alguns factores, sendo o mais importante a péssima campanha que tivemos ao longo destas semanas; mas, não só: temos a classe política com um descrédito imenso junto da população, temos a população que, por si só, não quer saber, temos a crença que "um voto não muda nada", temos que o sofá está a quentinho e completamente encaixado no nosso traseiro e está a chover. E assim se chegam a estes resultados.
E que conclusões se pode tirar daqui? Que: 1) a população não está esclarecida relativamente à Europa, 2) a Democracia não está a funcionar (e gostaria de tocar neste ponto mais à frente), 3) a classe política está cada vez mais enfraquecida junto do País e 4) algo tem que mudar (e isto também é algo que irei abordar).

Adiante, mais resultados.
O PSD foi a força política mais votada em Portugal; o PS, a segunda. E o resto, pouco interessa; pelo menos para a comunicação social: a frase mais repetida ao longo desta noite foi "PSD ganha, PS perde", reflectindo o claro marasmo bipartidário em que estamos. Mas tem piada analisar os resultados de 2004 e compara-los com os deste ano.
Num universo eleitoral que ganhou mais 100.000 eleitores, o PS perdeu cerca de 20 pontos percentuais (passou de 46% para 26%, mais coisa menos coisa). O PSD perdeu 3 pontos percentuais (passou de 34% para 31%, e foi a força mais votada) - mas aqui há que referir que o PSD concorreu em coligação com o CDS em 2004, alterando os resultados reais. O BE ganhou cerca de 5 pontos percentuais (5% para 10%), a CDU ganha 1 ponto percentual (9% para 10%). Parece claro afirmar que o PS perdeu - perdeu entre 45 a 50% do votos. O PSD, não estou tão à-vontade para afirmar se a sua vitória é assim tão grande. Maior é a vitória do BE, que duplica a sua votação, e duplica (ou triplica, dependendo se elege ou não o último deputado disponível) o número de deputados no PE.
Já quanto aos pequenos, a coisa fica engraçada. O estreante MEP, de Laurinda Alves consegue um bom resultado, com 1,49% dos votos - foi o melhor partido dos "pequenos". Segue-se o já habitual PCTP-MRPP. No fundo da tabela, temos o POUS com 0,14% dos votos e o PNR com 0,37%.
E que conclusões se tiram destes resultados? Muitos analistas declararam, solenemente, que é aqui que se mostrou que Sócrates não é invencível, que o PS perdeu todo o seu poder, que o voto que não é pelo PS é contra o PS, etc. Eu, não sendo analista, digo que isto é tudo treta. Há que perceber uma coisa: as eleições europeias não são eleições normais. Não são eleições para algo que esteja "próximo" das populações, não foram eleições com candidatos "normais" (Vital Moreira foi o melhor candidato do PSD, BE, CDU e CDS), não foram eleições com a cobertura mediática igual às legislativas, etc. Depois, há que perceber que as tendência europeias de um cidadão não têm que condizer exactamente com as preferências nacionais em termos de política. Finalmente, há um factor muito importante: estas eleições são realizadas em tempo de "crise" e "recessão" e demais palavras assustadoras - quando isso acontece, a tendência para votar em partidos dos "extremos" e muito maior: foi assim no UK, na Holanda, na Dinamarca, etc. E os partidos "clássicos" ressentem-se: o PS teve uma queda enorme, mas, o seu eleitorado não se deslocou para o PSD (a suposta alternativa viável ao PS) mas sim para os partidos à esquerda do PS - BE e CDU. Nos outros países, a deslocação foi para os partidos de extrema-direita. Portanto, nem tudo é assim tão linear.

E o que sai daqui?
Bem, a pergunta que ponho a meu mesmo neste momento é qual o significado da Democracia em Portugal. Que legitimidade têm representantes eleitos por apenas 30% da população para falar em nome de todos nós? Eu sei: quem não vai às urnas, não se pode queixar. Mas isto esta situação extravasa qualquer situação: 70% da população não está em condições de conseguir escolher um candidato à altura, ou porque não quer ou porque esse candidato não existe. E por muito severos que se queira ser com os abstencionistas/nulos/brancos, 30% não é margem para atribuir legitimidade alguma. No total de eleitores, apenas cerca de 10% votou PSD. 8~9% votou PS. E por aí fora. Isto é alguma coisa? Pior que isso: o cenário pode repetir-se nas eleições legislativas. E aí é que vai ser.
Há que fazer os possíveis para inverter esta situação, que será uma mistura de descrédito da classe política, desinteresse da população e até, admitamos, uma certa ignorância. Mas é bastante difícil fazer algo sério e com resultados. Primeiro que tudo, qualquer campanha ou acção tomada para inverter esta situação teria que ser efectuada de maneira absolutamente imparcial - e todos sabemos como isto é difícil. Depois, os resultados seriam irrelevantes a curto prazo, só se reflectindo daqui a 1 ou 2 gerações: anos a fio de linchamento e descrédito público por parte dos media e da população em geral (promovido pelos próprios membros da classe política, é certo) não se revertem de um dia para o outro. A solução mais fácil seria tornar o voto obrigatório, mas isso, para além de ser mais uma limitação à liberdade do indivíduo, não iria trazer grandes benefícios para a qualidade da política em si, especialmente à luz da actual lei do financiamento dos partidos (que dita que eles recebem de acordo com o número de votos obtidos). Estamos aqui num beco sem saída. E quem sofre, é a Democracia. E, a médio prazo, nós. Há quem diga até que já estamos a sofrer. Mas prometo voltar a isto num próximo post.

Em jeito de fim, gostaria de deixar aqui um ou outro link interessante, que me acompanharam ao longo da feitura deste post.
Os resultados:
http://www.europeias2009.mj.pt/index.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Elei%C3%A7%C3%B5es_europeias_parlamentares_em_2004_(Portugal)
http://www.elections2009-results.eu/pt/portugal_pt_txt.html
O humor:
http://www.youtube.com/watch?v=oSyjT0CzxA4
http://www.youtube.com/watch?v=n_Q-kPa3EJU

- esquiso

17-May-2009

Devoção incondicional ao José Pinto-Coelho

Como é que se pode elogiar cegamente e sem pudor na mentira, o 25 de Abril? Afinal, tratou-se de uma revolução que trouxe para a rua, no mais grotesco carnaval, uma fauna de guedelhudos piolhosos com um aspecto medonho, que mais se parecem clones de Che Gevara à portuguesa, saídos directamente das cavernas. Basta ver as imagens que foram proficuamente revistas nestes últimos tempos nos meios de comunicação social, que só não são de ir às lágrimas de riso, pois foram acontecimentos reais, muito graves e sobre coisas muito, mas muito sérias. Não se tratam de imagens de um filme cómico de terror, mas de surrealismo feito realidade.

-- José Pinto-Coelho, "Do Presidente aos Nacionalistas | Maio de 2009", 5 de Maio

Gostaria aqui de lançar a minha devoção incondicional ao senhor José Pinto-Coelho, presidente de todos os nacionalistas e do PNR, por nos continuar a maravilhar com a sua capacidade discursivo-argumentativa.
O senhor José Pinto-Coelho, como já perceberam, é presidente do PNR - Partido Nacional Renovador. Não querendo estar a discorrer sobre a razão ou falta dela da argumentação do Partido e do senhor, gostaria de promover um pequeno momento de reflexão sobre o excerto que reproduzi acima.

O texto faz parte do discurso proferido pelo senhor José Pinto-Coelho em Faro nas comemorações do Dia do Trabalhador Nacional, no 1º de Maio (não, não me enganei, é do Trabalhador Nacional). Aconselharia a leitura do texto na integra para perceber a estratégia do PNR para a Europa, é bastante... revelador.
No entanto, este pequeno excerto é rico. A palavra pérola é mesmo a mais acertada.

Podemos ver no 2º período a caracterização que o senhor José Pinto-Coelho faz de quem fez o 25 de Abril. "Carnaval grotesco", "guedelhudos piolhosos", "clones do Che Gevara [sic]", "saídos das cavernas".
Ora, a caracterização que o senhor José Pinto-Coelho faz das manifestações do 25 de Abril (e posterior 1º de Maio) poderá aceitar-se no sentido do carnaval grotesco - eu também partilho da opinião que o vermelho em excesso torna as coisas demasiado grotescas.
E consigo perceber o porquê de se referir aos manifestantes como guedelhudos piolhosos: era notória a farta cabeleira generalizada na cabeça dos portugueses da altura, e, como é do conhecimento geral, quando maior é o tamanho do cabelo mais é a tendência para criar piolhos; de mais a mais, sabemos como o senhor José Pinto-Coelho tende a gostar dos homens de cabeça rapada. Não concordo, mas percebo.
Depois, num óbvio rasgo de inspiração, refere-se aos protestantes (não no sentido religioso) como clones do Che Gevara [sic]. Ora, aqui oferecem-me dizer duas coisas: penso que não era hábito na altura usar boinas; e, meu caro senhor José Pinto-Coelho, por amor de Deus Nosso Senhor Todo-Poderoso, é Guevara que se escreve. Não sei se o senhor José Pinto-Coelho pronuncia o nome como o escreve, mas se o pronuncia correctamente, um bocadinho de conhecimento de português era suficiente para saber que um "u" ali no meio assentava que nem uma luva. Ou um gorro, para não apanhar frio na careca.
E quanto à referência da habitação das pessoas, parece-me de extremo mau grado. O facto de viverem nas cavernas não quer dizer nada: os senhores que viviam nas cavernas de Foz Côa conseguiram produzir um tão estimado património nacional. Há muita gente a viver em penthouses que não pode dizer o mesmo.

Portanto, senhor José Pinto-Coelho. Se calhar, mais valia estar calado em vez de recorrer a falácias da argumentação e a coisas que não calham para o caso. É que fazer figura de palhaço não fica bem a uma pessoa do seu porte: o nariz vermelho destoa do resto.

03-Apr-2009

Bom gosto

É frequente eu ouvir dizer "tens bom gosto". Não sei se tal vos acontece frequentemente, mas eu farto-me de ouvir isto. "Tens bom gosto musical", "tens bom gosto para a roupa", "tens bom gosto para isto", (...), deve ser o maior lugar-comum da minha vida - ok, minto, isso é "és esquisito". Mas anda lá próximo.

Posto isto, abatem-se sobre mim duas questões.

A primeira, pergunta sobre o que é ter bom gosto. Tomemos como exemplo o gosto musical: muita gente diria "é ter um gosto parecido ao meu". Outros, diriam "não há tal coisa como almoços grá.. errr.. bom ou mau gosto musical; há um gosto musical, e não é possível fazer apreciações, seria injusto". Também há quem diga que "um bom gosto musical tem de ser ecléctico; ouvir só Coldplay não faz um bom gosto músical". Etc. Ou seja, nem sequer há uma definição comummente aceite para "Bom gosto musical".

E aqui levanta-se a segunda: será a única crença indubitável da nossa era a de que vivemos numa era de Relativismo? E não é isso, digamos, contraditório?

Mário Soares

"Bem vindo, Barack Obama, à Europa! Espero que ajude os dirigentes europeus a renunciarem ao neoliberalismo. É uma nova era que começa."

-- Mário Soares, "Visão", 02-04-2009

O Sr. Dr. Mário Soares é um senhor com um estilo de humor subtil. Pelo menos, faz-me rir.
É que não consigo ler a frase "renunciar ao neoliberalismo" sem me rir. Gostaria de poder ler a entrevista do Sr. Dr. Mário Soares para ele me poder indicar quais os líderes europeus que punham em prática as cânones do Liberalismo.

Sinceramente.



31-Mar-2009

Carta aos membros da Assembleia da República Portuguesa -- Parte II

Depois disto.

Recebemos, que eu saiba, duas respostas.
Uma, por parte do deputado João Semedo do BE que, num pequeno manuscrito, nos informa que a deputada Ana Drago, também do BE, irá entrar em contacto connosco e que percebe a nossa situação.
Outra, por parte do deputado Bernardino Soares, do PCP, que se alongou um pouco mais na resposta, diz-nos que não podemos julgar as situações pelas aparências - afinal, elas iludem. Todos os instrumentos à disposição dos deputados - telefones, telemoveis, computadores, etc - são usados para melhorar o trabalho dos constituintes. E as conversas que os ditos representantes mantêm entre si, são apenas para preparar os debates e comentar os discursos proferidos pelos restantes colegas.

Ora, prezo em saber que o próximo debate da AR irá ser sobre a melhor receita de bacalhau. De outra maneira, não consigo perceber a conversa sobre Culinária que algumas deputadas estavam a manter perto de nós.

25-Feb-2009

Carta aos membros da Assembleia da República Portuguesa

Após uma visita de âmbito escolar ao Palácio de São Bento e a uma sessão plenária, foi pedido aos alunos que redigissem uma carta conjunta para enviar aos membros da AR. Cada grupo fez uma proposta de carta, sendo depois compiladas essas propostas numa carta final, essa sim a enviar. A proposta do meu grupo foi a seguinte:

Caros Senhores Deputados,
Excelentíssimo Senhor Presidente da Assembleia da República
Prezados Vice-Presidentes, Secretários e Vice-Secretários

No passado dia 22 de Janeiro de 2009, tivemos a possibilidade de assistir a uma sessão plenária na Sala do Senado da Assembleia da República. A situação com que nos deparamos lá é digna de nota, devido ao facto de ser uma surpresa relativamente ao que seria de esperar.

Seria de esperar um salão recheado de deputados preocupados em defender o futuro da Nação, uma audiência compenetrada no discurso proferido por um dos seus pares, um conjunto de representantes capazes de debater, de modo acesso e interessado, os vários temas que iam surgindo. Pensávamos ainda que os senhores(as) deputados(as) seriam seres superiores aos males que afectam a Nação -- baixa produtividade, distracção no horário de expediente, respeito pelas normas impostas, entre outros.

A verdade é que a ideia está longe da realidade. Os prezados membros da Assembleia, que convém relembrar que são eleitos pelo Povo (sendo por isso o seu reflexo), dão a sensação de que estarão lá apenas para ganhar o seu ordenado e conviver com os restantes deputados. Os episódios de desrespeito pelos colegas, de problemas de concentração, de insolência para com os eleitores e de infracção das regras mais básicas de comportamento em sociedade são "o pão nosso de cada dia". Nunca é demais relembrar que os senhores e senhoras são, supostamente, o topo da sociedade e do País.

Nós, alunos da Escola Secundária (...), ficamos indignados e nitidamente desiludidos com o que assistimos no Palácio de São Bento. É de facto uma vergonha nacional o que vimos acontecer lá.

Com os melhores cumprimentos,
(...)

-- esquiso.

14-Jan-2009

Portugal e os concursos públicos

A Ansol - www.ansol.org - lançou um Portal de Transparência na Administração Pública - www.transparencia-pt.org - que permite pesquisas no portal do Governo ( www.base.gov.pt ) com a informação dos Concursos Públicos. Na teoria, todo o dinheiro gasto pelas entidades públicas é lá registado. De facto encontram-se lá coisas ridículas e onde se vê para onde o nosso dinheirinho é canalizado. A ver:

* Vinho Branco e tinto - 652.000 Euros - http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/...teDirecto=5276
* Aquisição de:1 armário persiana; 2 mesas de computador; 3 cadeiras c/rodízios, braços e costas altas - 97.560 € - http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/...teDirecto=8073
* Fornecimento de 3 Computadores, 1 impressora de talões, 9 fones, 2 leitores opticos - 380.666 € - http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/...eDirecto=10038
*Renovação do Licenciamento de Software Microsoft - 14.360.063 € - http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/...teDirecto=7085
* CPV: 30213300-8 - Computadores de secretária; CPV: 32323100-4 - Monitor de vídeo a cores; CPV: 30213100-6 - Computadores Portáteis - 230.150€ - http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/...teDirecto=7455


Via zwame.pt, user eXcept

Para além dos supra-referidos podemos ainda acrescentar esta bela viatura Renault de 16 lugares pela módica quantia de 3 milhões de €: http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/Aju ... recto=7085
Ou ainda a fotocopiadora de 6,5 milhões de €: http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/Aju ... recto=2496
Ou até mesmo a renovação das licenças da MS na Agência para a Modernização Administrativa, IP no valor de 14 milhões de €: http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/Aju ... recto=7085

Ora, no seguimento disto, apraz-me apenas tecer um pequeno comentário.
Isto é absolutamente ridículo. É impossível, incomportável, imoral e idiota que estas despesas sejam feitas. Agora finalmente percebo o porquê da nossa carga fiscal.




10-Jan-2009

Aventuras com bonecos do Toy Story

Em casa dos meus pais há um velhinho computador comunitário, que corre Windows XP. Quando digo velhinho, digo algo como '6 anos'. É um PC com um P4 da 'saga' Northwood a 2.0GHz, com 256MB de RAM de origem (posteriormente aumentada para 512MB), uma nVidia Riva TNT2 ligada a um TFT Philips 150S3, uma motherboard de uma empresa chamada Soltek, um disco da Seagate IDE com 40GB, com uma pen wireless da Sitecom modelo WL-113 e tem como periféricos um scanner HP Scanjet 3670 e uma impressora da Canon Pixma iP2600, sendo importante ainda referir a placa de som Soundblaster Audigy SE.

Ora, como já disse, este PC corre Windows XP. Mas há coisa de uns dias, devido à utilização 'naba' de um dos meus familiares e à mediocridade do SO, o dito SO ficou impossibilitado de bootar. Pego eu no LiveCD do Damn Small Linux para despistar eventuais problemas de hardware e logo essa possibilidade ficou de fora - o essencial corria na perfeição. O próximo passo era fazer backup. Usei um adaptador IDE - USB e passei os dados importantes para um HD de outro PC; mas tive o cuidado de usar um LiveCD do Ubuntu para fazer esta operações, por duas razões muito simples: o Vista que corre no PC utilizado para a 'transferência' bloqueou quando lhe inseri a entrada USB e também para evitar propagações de virus. Já dentro do Ubuntu, e após o mount do HD do PC velho e posterior extracção de dados, tive o cuidado de confirmar o problema do qual suspeitava. Instalei o ClamAV e fiz um scan ao HD - pumba, virus escondido no pagefile.sys.

Chega a parte engraçada. Depois de voltar a inserir o disco na carcaça do PC 'comunitário', eis que meto uma netinstall do Debian no PC para instalação 'virus proof'. O único promenor nesta instalação é a necessidade de ter que usar uma pen usb para a pen wireless ficar funcional - a pen usb continha o pacote zd1211-firmware, do repositório non-free do Debian, que obviamente não podia ser incluido na netinstall. Tudo maravilhoso, instalação em menos de 10mins, depois posterior instalação do X e de um ambiente gráfico (GNOME, que precisou de download de cerca de 760 pacotes que pesavam 560MB), entro no Desktop Environment e apercebo-me de duas situações: o scanner e a impressora não estão a funcionar. O scanner, após um google rápido, apercebo-me que não vai funcionar (a impressora vão perceber mais à frente porque não funcionava). Esqueço esta utopia e resolvo instalar o XP novamente.

CD do XP, format de tudo novamente, instalação base do SO, 30 mins - pum!. Saquei de 5 CDs diferentes - impressora, scanner, camera fotográfica, webcam (estas ultimas duas já sabia de antemão que funcionavam em GNU/Linux) e placa de som - para instalar drivers diversos e diverso bloat. Depois, apercebo-me que as actualizações demoram séculos - mais precisamente, 3 horas para tirar o SP2. Informam-me à posteriori que devido ao Windows 7, os sites da MS vão andar na lona durante uns tempos. Maravilhoso! Ah, a razão pela qual a impressora não funcionava era porque não estava conectada ao PC. Radioso!

Bem, neste momento, estou a tentar instalar o SP3, mas está difícil. Preciso de um iMac.

PS - o meu PC pessoal continua a correr ArchLinux, sem problemas de maior.

31-Dec-2008

Treta, treta, treta.

Esqueci-me que isto existia. Mas estou de volta.

24-Jun-2008

Beijing 2008

Cedido gentilmente pelo Gil Sousa

Bem…, a Selecção Portuguesa de Futebol a esta hora já deve estar em casa, alguns já devem ter retirado a sua bandeira da janela e meteram dentro daquela caixa que esperam abrir dentro de 2 anos (a ver vamos…) enquanto outros aproveitam para manter o seu patriotismo elevado durante mais algum tempo e quiçá nem sequer retirarem a bandeira.

Luiz Felipe Scolari fez algo em Portugal que ficou para a história do País, fez com que milhares de pessoas colocassem a sua bandeira à janela, apoiassem a Selecção com toda a força e glória. De facto, foi uma campanha fenomenal e não me lembro de ter vista tamanha aderência por parte do povo Português, isso foi há 4 anos atrás…, pena que este brasileiro (isto para todos aqueles que criticam tanto os Luso-Brasileiros na nossa Selecção) seja só treinador de futebol e não seja treinador de outra modalidade menos popular…

Estamos a pouco mais de um mês dos Jogos Olimpicos de Pequim, conheço pessoalmente uBeijing 2008ma das pessoas que já esteve em 2 Jogos Olimpicos anteriores e tentou cumprir os minimos para a participação de mais esta realização do evento e sei que muitos destes atletas têm um tipo de apoio bastante especial…, chama-se apoio familiar. Nada de apoio do estado, alguns nem de equipas e/ou colectividades, mesmo a titulo individual.

É um bocado frustrante para quem vê isto, deve ser terrível para quem vive. Não podemos (eu pelo menos não consigo) mudar o apoio financeiro que estes atletas recebem, no entanto bem que podemos continuar a praticar o apoio que se deu à Selecção Portuguesa de Futebol, não falo em bandeiras mas sim em divulgação.

A todos aqueles que leiem o meu blog e têm um blog (ou twitter), pedia que fizessem o mesmo, apoio aos nosso atletas nos Jogos Olimpicos de Pequim 2008.

Julgo que a lista de atletas apurados ainda não está completa, no entanto aqui fica o meu apoio aos seguintes atletas:

Jéssica Augusto
Clarisse Cruz
Sara Moreira
Ana Dias
Inês Monteiro
Leonor Carneiro
Marisa Barros
Elisabete Ansel
Sandra Tavares
Naide Gomes
Vânia Silva
Sílvia Cruz
Ana Cabecinha
Inês Henriques
Maribel Gonçalves
Susana Feitor
Vera Santos
Francis Obikwelu
Arnaldo Abrantes
Paulo Gomes
Hélder Ornelas
Edivaldo Monteiro
Nélson Évora
Marco Fortes
João Vieira
Sérgio Vieira
António Pereira
Augusto Cardoso
Ana Moura
Marco Vasconcelos
Teresa Portela
Emanuel Silva
Miguel Ralão Duarte
Carlos Pinto
Débora Nogueira
Joaquim Videira
Ana Hormigo
Telma Monteiro
Pedro Dias
João Pina
João Neto
Tiago Venâncio
Diogo Carvalho
Fernando Costa
Diana Gomes
Carlos Almeida
Sara Oliveira
Pedro Oliveira
Simão Morgado
Daniela Inácio
Arsenyi Lavrentyev
Nuno Mendes
Pedro Fraga
Pedro Póvoa
João Pedro Monteiro
Marcos Freitas
Tiago Apolónia
João Costa
Manuel Vieira da Silva
Ana Rente
Diogo Ganchinho
Vanessa Fernandes
Bruno Pais
Duarte Marques
Afonso Domingos
Bernardo Santos
Álvaro Marinho
Miguel Nunes
Jorge Lima
Francisco Andrade
Gustavo Lima
João Rodrigues

In http://www.comiteolimpicoportugal.pt/

17-Jun-2008

WINE 1.0 out.

É só para dizer que o WINE 1.0 está finalmente cá fora :)

http://www.winehq.org/?announce=1.0