Enquanto navegava pela minha extensa lista de feeds (sou tão web 2.0), acabei por me deparar com o seguinte post do Prof. Pedro Arroja no Portugal Contemporâneo. O título "Foi divertido" acaba por descrever bem o sentimento com que fiquei após a leitura - "teve piada". Recomendo a leitura, mas nunca sem a grain of salt.
Eu sei que a maior parte de nós reagiria de uma forma semelhante a quem estivesse na audiência. E a maior parte de nós diria que quem não o fizesse seria o exemplo acabado do velho retrógrado, anti-progressista e da direita neo-cons.. vocês sabem. O senhor apresenta ali uma tese que se pode resumir num "Há tarefas que a mulher não desempenha tão bem como o homem". E a nossa costela igualitarista começa a doer, o que nos leva imediatamente a descartar qualquer hipótese de tal tese ser sequer verdadeira.
Mas - e é sempre este sacaninha do "mas" - o post introduz um tema muito mais amplo: serão homem e mulher iguais? Acho que é engraçado reflectir mais a fundo nesta questão. No entanto, não quero discutir se as mulheres dão bons ou maus juízes, já que acho isso extremamente desengraçado e secante. Acho que é muito melhor praticarmos um pequeno exercício de abstracção, e pensar nesta questão essencialmente a dois níveis: moral e intelectual (não vale a pena discutir a componente física, pois são demais evidentes as diferenças e semelhanças entre os dois sexos).
A questão moral é relativamente simples, e pode ser posta da seguinte forma: haverá algo que diferencie homem e mulher neste plano? A resposta aqui é igualmente simples: não. Não há nada a este nível que separe homem e mulher - ambos são dignos do mesmo estatuto moral, do mesmo tratamento, etc etc etc. É, para mim, óbvio e natural que homem e mulher se equiparem neste plano.
A questão intelectual é relativamente simples, e pode ser posta da seguinte forma: haverá algo que diferencie homem e mulher neste plano? A resposta aqui é igualmente simples: sim.
Eu sei que o que acabei de dizer é contra essa corrente que dá pelo nome do "politicamente correcto", mas deixem que vos diga que acho que é a maior borrada intelectual considerar que homem e mulher são donos do mesmo intelecto. E agora preciso que esperem até ao final do post antes de me quererem pôr num espeto - depois de lerem tudo, podem perfeitamente ceder a esses desejos, se assim vos aprouver.
Eu não percebo lá grande coisa de mulheres. Sou um homem desde que nasci (também não foi assim há muito tempo), e nunca tive oportunidade de entrar na cabeça de uma mulher. No entanto, o facto de ter partilhado a mesma casa com 3 mulheres durante mais de 16 anos dá-me noções suficientes para perceber que eu não penso da mesma maneira que elas. Não fomos talhados para as mesmas tarefas, em situações idênticas não tomamos as mesmas decisões, não temos as mesmas preocupações e nem tampouco queremos as mesmas coisas.
Até vou mais longe. Sinto-me insultado ao dizerem que uma mulher seria intelectualmente igual a mim, e sentir-me-ia insultado se fosse mulher e me dissessem que os homens são seres intelectualmente idênticos às mulheres. Querer igualar homens e mulheres é querer anular as vantagens que um sexo possui sobre o outro e querer ignorar que essas diferenças existem.
Particularizando agora um pouco: por exemplo, as mulheres óptimas professoras porque têm uma série de características que o homem não tem - a ver, paciência, amor à profissão, ponderação e uma sensibilidade que é essencial para ensinar. O homem não é bom professor porque é muito mais impulsivo, irascível e impaciente.
Acho que este tendência igualitarista nos leva, por vezes, por maus caminhos. Acho que se deva pesar, na altura da selecção de um certo candidato para um emprego, se é homem ou se é mulher, porque me parece que isso importa. Se fosse um emprego que exigisse "multi-tasking", escolheria sem dúvida uma mulher, já que elas são infinitamente melhores que um homem a fazer esse tipo de tarefas. No entanto, para um emprego que exigisse a obtusidade para desempenhar uma e uma só tarefa no mesmo espaço de tempo, escolheria sem dúvida um homem.
Claro que tudo o que fiz para trás são generalizações. Apesar de estarem correctas, não deixam de existir excepções a esta "regra" - conheço mulheres a desempenhar "trabalhos de homem" na perfeição, e homens a desempenhar com mestria "trabalhos de mulher". Por isso, acho que não devem existir cargos vedados a mulheres ou cargos vedados a homens - a avaliação caso a caso é sempre muito mais eficaz e redunda sempre em melhores resultados. O meu post serviu apenas para registar as observações que tenho feito a propósito deste assunto nos últimos anos, e não para defender uma qualquer tese da supremacia de um ou outro sexo. Acho que os sexos se complementam, mas não se substituem.
Portanto, não, não acho que homem e mulher sejam iguais. Acho que são diferentes. Acho que é saudável exibir e exclamar essa diferença. Acho também que é importante que se aprenda que essa diferença existe e é real, e é essencial que a percepção dessa diferença e das semelhanças seja o produto de uma reflexão individual e não de uma ideia pré-concebida. Era só isto. Podem largar as farpas que vos apetecer.
Eu sei que a maior parte de nós reagiria de uma forma semelhante a quem estivesse na audiência. E a maior parte de nós diria que quem não o fizesse seria o exemplo acabado do velho retrógrado, anti-progressista e da direita neo-cons.. vocês sabem. O senhor apresenta ali uma tese que se pode resumir num "Há tarefas que a mulher não desempenha tão bem como o homem". E a nossa costela igualitarista começa a doer, o que nos leva imediatamente a descartar qualquer hipótese de tal tese ser sequer verdadeira.
Mas - e é sempre este sacaninha do "mas" - o post introduz um tema muito mais amplo: serão homem e mulher iguais? Acho que é engraçado reflectir mais a fundo nesta questão. No entanto, não quero discutir se as mulheres dão bons ou maus juízes, já que acho isso extremamente desengraçado e secante. Acho que é muito melhor praticarmos um pequeno exercício de abstracção, e pensar nesta questão essencialmente a dois níveis: moral e intelectual (não vale a pena discutir a componente física, pois são demais evidentes as diferenças e semelhanças entre os dois sexos).
A questão moral é relativamente simples, e pode ser posta da seguinte forma: haverá algo que diferencie homem e mulher neste plano? A resposta aqui é igualmente simples: não. Não há nada a este nível que separe homem e mulher - ambos são dignos do mesmo estatuto moral, do mesmo tratamento, etc etc etc. É, para mim, óbvio e natural que homem e mulher se equiparem neste plano.
A questão intelectual é relativamente simples, e pode ser posta da seguinte forma: haverá algo que diferencie homem e mulher neste plano? A resposta aqui é igualmente simples: sim.
Eu sei que o que acabei de dizer é contra essa corrente que dá pelo nome do "politicamente correcto", mas deixem que vos diga que acho que é a maior borrada intelectual considerar que homem e mulher são donos do mesmo intelecto. E agora preciso que esperem até ao final do post antes de me quererem pôr num espeto - depois de lerem tudo, podem perfeitamente ceder a esses desejos, se assim vos aprouver.
Eu não percebo lá grande coisa de mulheres. Sou um homem desde que nasci (também não foi assim há muito tempo), e nunca tive oportunidade de entrar na cabeça de uma mulher. No entanto, o facto de ter partilhado a mesma casa com 3 mulheres durante mais de 16 anos dá-me noções suficientes para perceber que eu não penso da mesma maneira que elas. Não fomos talhados para as mesmas tarefas, em situações idênticas não tomamos as mesmas decisões, não temos as mesmas preocupações e nem tampouco queremos as mesmas coisas.
Até vou mais longe. Sinto-me insultado ao dizerem que uma mulher seria intelectualmente igual a mim, e sentir-me-ia insultado se fosse mulher e me dissessem que os homens são seres intelectualmente idênticos às mulheres. Querer igualar homens e mulheres é querer anular as vantagens que um sexo possui sobre o outro e querer ignorar que essas diferenças existem.
Particularizando agora um pouco: por exemplo, as mulheres óptimas professoras porque têm uma série de características que o homem não tem - a ver, paciência, amor à profissão, ponderação e uma sensibilidade que é essencial para ensinar. O homem não é bom professor porque é muito mais impulsivo, irascível e impaciente.
Acho que este tendência igualitarista nos leva, por vezes, por maus caminhos. Acho que se deva pesar, na altura da selecção de um certo candidato para um emprego, se é homem ou se é mulher, porque me parece que isso importa. Se fosse um emprego que exigisse "multi-tasking", escolheria sem dúvida uma mulher, já que elas são infinitamente melhores que um homem a fazer esse tipo de tarefas. No entanto, para um emprego que exigisse a obtusidade para desempenhar uma e uma só tarefa no mesmo espaço de tempo, escolheria sem dúvida um homem.
Claro que tudo o que fiz para trás são generalizações. Apesar de estarem correctas, não deixam de existir excepções a esta "regra" - conheço mulheres a desempenhar "trabalhos de homem" na perfeição, e homens a desempenhar com mestria "trabalhos de mulher". Por isso, acho que não devem existir cargos vedados a mulheres ou cargos vedados a homens - a avaliação caso a caso é sempre muito mais eficaz e redunda sempre em melhores resultados. O meu post serviu apenas para registar as observações que tenho feito a propósito deste assunto nos últimos anos, e não para defender uma qualquer tese da supremacia de um ou outro sexo. Acho que os sexos se complementam, mas não se substituem.
Portanto, não, não acho que homem e mulher sejam iguais. Acho que são diferentes. Acho que é saudável exibir e exclamar essa diferença. Acho também que é importante que se aprenda que essa diferença existe e é real, e é essencial que a percepção dessa diferença e das semelhanças seja o produto de uma reflexão individual e não de uma ideia pré-concebida. Era só isto. Podem largar as farpas que vos apetecer.
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