Glenn Gould - A State of Wonder: The Complete Goldberg Variations 1955 & 1981

O melhor que acabei por descobrir acabou por vir de uma recomendação feita por um amigo (obrigados, Rui!). O Glenn Gould toca as Variações de Goldberg, escritas por J.S. Bach (BWV 998) em duas gravações: a original, de 1955, e a "digital", de 1981 (apenas um ano antes da morte do Glenn Gould).
Eu não sou grande adepto de música clássica, tenho que admitir. Consigo ouvir facilmente qualquer concerto, mas é normal aborrecer-me facilmente, com alguma excepções - destaque para as Quatro Estações de Verdi. No entanto, este disco supera todos os problemas que já encontrei na música clássica: não é monótono, não é enfastiante, não é demasiado elaborado nem sequer inaudível. É simplesmente muito bom. E nada mais há a dizer. Recomendo a quem gosta e a quem não gosta de música clássica.
Melvins - Houdini

Pelos vistos, toda a gente já conhecia Melvins antes de mim. É natural - foi uma coisa que fui adiando a audição até há uns dias, coisa que me arrependo profundamente. É mais um daqueles discos que me fazem pensar "porque é que não descobri isto mais cedo?". De qualquer modo, é um óptimo disco por si só, com a particularidade de ser uma peça muito importante para perceber o fio condutor dos Black Sabbath até aos Mastodon. Misturam punk, grunge, stoner e uns pós de sludge e deram origem a um disco fantástico.
Jucifer - L'autrichienne

Este interessante casal (sim, marido e mulher apenas) segue uma tendência que parece começar a estar um pouco em voga: duetos constituídos apenas por uma guitarra eléctrica e uma bateria, sem baixo, teclados, ou qualquer outro instrumento - outro exemplo destas bandas será o caso dos Dark Castle.
De qualquer modo, este álbum é estranho. Tem tracks de tal modo desconexas que nos fazem pensar se não mudamos de artista - ora punk, ora sludge, ora doom, ora indie.. No entanto, há elementos comuns: a voz da mulher, sempre irreverente, bem como a sua guitarra; a bateria do homem, sempre a "bombar". Uma óptima descoberta, sem dúvida.
The Dillinger Escape Plan - Option Paralysis

Depois de um óptimo álbum que foi o Ire Works, os DEP voltam aos albuns. Se o anterior era já considerado um álbum muito mais experimental do que *core, este confirma a progressão que eles fizeram deste os tempos do mathcore extremo até hoje. É um álbum muito mais "ponderado": em vez de ser completamente recheado daqueles momentos de "let's play it fucking loud and as fast as we can" - que são sempre bons -, os DEP têm vindo a fazer uma aposta em "compor música". E até não lhes está a sair mal.
O álbum saiu bom. No entanto, acho que gostei mais do Ire Works, que apresentava um equilíbrio muito bom entre as duas vertentes. Pode ser que o Option Paralysis seja um grower. A ver vamos.
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