Estava aqui para escrever um post sobre a dicotomia esquerda e direita e onde me encaixo no meio disto tudo. No entanto, enquanto o escrevia, deparei-me com este post do Rui Botelho Rodrigues no Sem Governo (para mim, o melhor blog em Português). Há uma frase que resume bem aquilo que ia escrever:
Saindo do abstracto, traduzir-se-ia da seguinte maneira: não posso ser da esquerda, porque sou completamente a favor do mercado livre, apesar de concordar com algumas das coisas que dizem relativamente às "questões fracturantes"; não posso ser da direita porque não sou um conservador, apesar de concordar com alguns pontos que defendem na economia; obviamente, não sou do "centro", essa junção de conservadores com tiques muito socialistas, e bem vistas as coisas, com pouco ou nada concordo. Afinal, onde me encaixo? Onde se encontra uma pessoa que defende, simultaneamente, a "liberdade económica" e a "liberdade pessoal"; ou seja, uma pessoa que defenda a liberdade.
Por isso é que sempre que me perguntam "és de esquerda ou de direita?" tenho enormes dificuldades em responder. Acabo sempre por escolher a "direita", porque afinal os libertários são os "liberais de direita". Mas não gosto nada, nada, nada de estar associado à direita conservadora, pró-guerra e pró-status-quo. Mas também não me agrada muito estar associado à esquerda anti-liberdade-económica, socialista e igualitária. É tramado.
Se assumirmos, por momentos, a veracidade desta visão, teríamos de apontar para a incongruência de ambos os campos políticos e concordar com o argumento de Walter Block que os liberais-libertários não pertencem nem à direita nem à esquerda, sendo o único movimento político coerente.
Saindo do abstracto, traduzir-se-ia da seguinte maneira: não posso ser da esquerda, porque sou completamente a favor do mercado livre, apesar de concordar com algumas das coisas que dizem relativamente às "questões fracturantes"; não posso ser da direita porque não sou um conservador, apesar de concordar com alguns pontos que defendem na economia; obviamente, não sou do "centro", essa junção de conservadores com tiques muito socialistas, e bem vistas as coisas, com pouco ou nada concordo. Afinal, onde me encaixo? Onde se encontra uma pessoa que defende, simultaneamente, a "liberdade económica" e a "liberdade pessoal"; ou seja, uma pessoa que defenda a liberdade.
Por isso é que sempre que me perguntam "és de esquerda ou de direita?" tenho enormes dificuldades em responder. Acabo sempre por escolher a "direita", porque afinal os libertários são os "liberais de direita". Mas não gosto nada, nada, nada de estar associado à direita conservadora, pró-guerra e pró-status-quo. Mas também não me agrada muito estar associado à esquerda anti-liberdade-económica, socialista e igualitária. É tramado.
6 comentários:
obrigado pelo elogio. e folgo em ver que gosta de Zappa.
Rui,
Como é que é possível não gostar de Zappa?!
também não sei como, mas é possível.
Gostei bastante deste post. há autores que defendem que esquerda e direita jásão conceitos q hoje em dia nao se justificam e tendo a concordar cada vez mais do que isso.
Belo blog!
* com isso, enganei-me.
Jessica,
O conceito na sua acepção moderna continua a fazer sentido. Por exemplo, pegando no caso Português, a "nossa" esquerda continua a ser socialista, igualitarista, internacionalista, etc. E a "nossa" direita continua a ser nacionalista, elitista, (e apesar de me custar a dizer isto) pró propriedade privada.
Obviamente, esta dicotomia é uma abstracção e sobre dos seus problemas, tendo também as suas vantagens: por exemplo, o movimento anarquista (independentemente de ser de cariz individualista ou colectivista) nunca se encaixou perfeitamente nesta dicotomia (na sua vertente moderna). No entanto, continua a ter interesse usar este conceito como uma questão de simplificação.
Em suma, eu não concordo com essa ideia. A definição sempre teve problemas e eles não são de agora. Simplesmente, há que estar consciente que esses problemas existem-
Post a Comment