Ainda sobre aquela brilhante entrevista que o Primeiro Ministro deu ao El Pais, há uma frase que gostava de destacar:
Em primeiro lugar, não sei o que é, segundo a ciência política, uma ideologia "ultraliberal"; pelo menos, e aqui estou a confessar a minha ignorância, nunca me foi ensinado o que é o "ultraliberalismo". No entanto, vamos dar um passo em frente e, por uma questão de simplificação, assumir que o Primeiro Ministro está a falar de uma posição minarquista/libertária.
Gostaria então de perceber como é que a ainda maior centralização da tomada de decisão, em instituições ainda mais distantes dos indivíduos, sem ser sequer possível argumentar a bela treta do implícito "contrato social" (ênfase no implícito) pode ser considerada uma medida "ultraliberal". E, ainda melhor, gostaria de perceber como é eles dizerem "bem, se calhar o Estado não deve ter acções especiais que permitam contrariar mais de 70% dos accionistas" é uma medida "ultraliberal" - se a UE ainda dissesse "bem, se calhar o Estado Português devia era começar a pensar em reduzir muito seriamente o seu tamanho", eu percebia o Srº José Sócrates. Mas eles estão apenas a dizer "bem, mantenham lá o Estado, deixem é de se armar ao pingarelho nas AGs de empresas privadas".
Já tenho dito, este Srº Pinto de Sousa teve o diploma em Ciência Política Técnica ao Domingo.
Pienso que las posiciones de la Comisión Europea, desde hace muchos años, derivan no sólo de posiciones económicas, sino también de posiciones ideológicas ultraliberales contra la presencia del Estado.
Em primeiro lugar, não sei o que é, segundo a ciência política, uma ideologia "ultraliberal"; pelo menos, e aqui estou a confessar a minha ignorância, nunca me foi ensinado o que é o "ultraliberalismo". No entanto, vamos dar um passo em frente e, por uma questão de simplificação, assumir que o Primeiro Ministro está a falar de uma posição minarquista/libertária.
Gostaria então de perceber como é que a ainda maior centralização da tomada de decisão, em instituições ainda mais distantes dos indivíduos, sem ser sequer possível argumentar a bela treta do implícito "contrato social" (ênfase no implícito) pode ser considerada uma medida "ultraliberal". E, ainda melhor, gostaria de perceber como é eles dizerem "bem, se calhar o Estado não deve ter acções especiais que permitam contrariar mais de 70% dos accionistas" é uma medida "ultraliberal" - se a UE ainda dissesse "bem, se calhar o Estado Português devia era começar a pensar em reduzir muito seriamente o seu tamanho", eu percebia o Srº José Sócrates. Mas eles estão apenas a dizer "bem, mantenham lá o Estado, deixem é de se armar ao pingarelho nas AGs de empresas privadas".
Já tenho dito, este Srº Pinto de Sousa teve o diploma em Ciência Política Técnica ao Domingo.
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